domingo, 27 de setembro de 2009

Tu-do

Sê tu
que ser tu
é ser tudo

domingo, 19 de abril de 2009

A poesia como instrumento para o indizível

Converso com uma mulher,
sentados,
um de frente para o outro,
numa varanda maravilhosa.
Existe algo que me conecta a tudo isto
e assim converso comigo mesmo,
olho e sou olhado enquanto isto
e enquanto a mulher,
enquanto piso, sustento os pés,
vento, passo pela pele e sinto
da pele. Já este poema leio com
teus olhos;
brinco com o óbvio.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O mundo. Fantástico.
O viver. Desafiante.
Às lógicas . Criação.
Novo tão novo sempre
que de tão novo assusta.
Por vezes. É mais dificil
apenas sentar. Os outros.
Me provocam as trevas e estou
grato por serem. Comigo.
É melhor sentir e assim conhecer.
O ser. É o que há de real ao
nosso alcance. Beijo. E sinto que
somos um. O propósito. Um.
A missão. De cada um.
Que existe é parte do todo.
O idiota. Continua.
Até que se ilumine.
Há os que não estão nem ai.
Levantadores de peso. Duros.
A dureza do caráter. A fraqueza
do homem. Os pássaros. Nos
mostram todos os dias. O céu.
É tão belo que nem mesmo sei
se o capto. Tantos. E tão poucos
humanos realizados. Importâncias.
Obrigar humanos desde cedo é
coisa de perversos. Servos. Querem
conservar seus empregos. Medo.
Isolamento. Repúdio. Prisão. Fome.
Morte. Que sorte. Poder olhar isso tudo.
Descarga. Pelos olhos de quem
sente. Semente. Um botão se
abre derrepente.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A criação

O essencial me acomete e estes olhos se fecham.
A imensidão vazia me recebe.

Em dançar elevo as mãos para que todo o
ser as siga, a começar pelos olhos.

Ao girar esvaem-se os motivos e as razões.
Danço um rio sem margens.

Sem nome, correntezas fluem pelo templo
quando por vezes surgem gritos de alívio.

A criação,
quão pouco não seria dizê-la?

domingo, 28 de setembro de 2008

O dia para ser

O dia para ser
uma praça para respirar,
o rio passando de perto,
este momento pousando-se
satisfeito.

Somente um oceano para
explicar
o gosto misterioso da
imensidão.

O sol nasceu e agora se põe no
horizonte;
é um pequeno retrato do divino
movimento

Dentre tantos os risos e os desalentos
Dentre tantos uma porta a cada um
dos momentos

Tanto quanto escrevo me calo
sigo como tudo mais e falo,
falo, falo, falo até que por um
sopro inimaginável paro, me rendo e
vivo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Durante o caminho
que eu seja capaz de
encontrar, momento a
momento, uma boa
venturança. E sejam os
lábios que me tocam
livres para seguir adiante.
Gostaria que os que
cruzassem meu olhar levassem
deste a poesia e os que caírem
em meu abraço levem consigo
uma doce primavera, pois
a razão do meu viver são
as cores do mar, a força
dos rios, a quietude das
plantas. Nada peço aos
aventureiros atarefados;
estes que deixem pro final
se assim o preferem. Quanto
aos viventes, tantas luas saudamos
no alto da montanha, tantas flores
brotamos dos tambores, dos sopros
da flauta, nos doces vibrares do violão
junto a convictos dançantes pés no
chão. O que quero da vida está aqui,
em ti, em tudo o que há, na vida, na morte,
na poesia, passeando no ar...

domingo, 1 de junho de 2008

Livre

Um homem caminha na rua,
vai resolvendo seus assuntos
indispensáveis, intermináveis.
Quanto às estrelas,
seguem brilhando,
não importando o que se resolva;
independente dos ocupados,
a vida pulsa nos corações e nas pedras,
nas flores e nos pássaros.
Além de todo sentido,
de qualquer conquista.
O desprendido e natural,
de quem nada se espera, é artista;
brincalhão selvagem vazio,
respira a paisagem
e assobia sua ciranda silenciosa.
Saudando,honrando, provando,
partindo...